domingo, 28 de março de 2010

Por que eu amo a Amazon

Alguns dias atrás, depois de uma longa espera, fui surpreendida por um enorme pacote que chegou por via aérea dos Estados Unidos. Uma dança feliz, vários gritinhos e uma tesoura depois, encontrei meu pedido da Amazon!

Pedidos internacionais costumam demorar bastante pra chegar - a não ser que você seja podre de rico e, aí, pra que pedir pela internet? Vá até lá comprar! Enfim, fiz o pedido uns dois meses atrás, e um dos livros que pedi - Mary Thomas's Dictionary of Embroidery Stitches - esgotou depois que confirmei a compra.

A Amazon me avisou um tempo depois da indisponibilidade (e veja só, o livro está novamente em catálogo...) e por eu ter perguntado se eles poderiam incluir no pedido o volume de um dos vendedores associados - o que eles não poderiam fazer - me deram um crédito sem prazo de validade de 5 dólares.

Todo aquele tempo depois, quando meu pacote chegou, veja só o que tinha nele:


Comecei a ler Crazy Quilting - The Complete Guide, de J. Marsha Michler, imediatamente! O livro é pequeno e tem espiral, protegido por capa dura. Isso faz com que seja muito fácil de levá-lo na bolsa, ele fica aberto sobre a mesa enquanto você lê, e não vai amassar facilmente (para uma louca por livros, como eu, isso é imprescindível!). O conteúdo é maravilhoso! Há inúmeras formas de se fazer um crazy quilt, todas minuciosamente explicadas, alguns projetos para inspiração e diversos passo-a-passos que ensinam pontos de bordado, como usar miçangas nos quilts e coisas assim. Recomendo muito, provavelmente ainda falarei muito desse livro por aqui!


Esse é um clássico do tricô, meu segundo livro da famosa EZ: Knitting Without Tears, de Elizabeth Zimmermann. Ainda não comecei a lê-lo, mas foi muito bem recomendado.


Ah, minha nossa... esse é um colírio! Royal School of Needlework Embroidery Techniques, de Sally Saunders, Anne Butcher & Debra Barret, é o livro (pelo que entendi das coisas que li pela rede) oficial da Escola de Bordados que existe até hoje na Inglaterra, patrocinada pela família real. Vocês não acham que patrocinar trabalhos manuais refinados é sinal de alto nível de civilização? Enfim, as fotos dos bordados nesse livro são absolutamente impressionantes, parecem pinturas. Um dos mais caros, por sinal. Fico feliz só de folheá-lo, quando ler um pouco mais digo o que achei.


Outro colírio! Foi por causa desse livro que comprei fitas de cetim, The Silk Ribbon Embroidery Bible, de Joan Gordon. Imagine as coisas que posso fazer usando este livro e o Crazy Quilting! Os projetos são maravilhosos, as flores de fitas... ooooohhhh que coisas lindas! Comentários mais úteis quando eu ler mais, prometo!


Na falta de Mary Thomas's, outro dicionário de pontos de bordado: The Embroidery Stitch Bible, de Betty Barnden. Eu achei as explicações fantásticas, bastante claras e detalhadas. Gostaria de fazer uma amostra com esse livro, aprendendo um ponto por dia. Mas com o tamanho da lista de WIPs, não sei... vamos ver. Seria uma boa idéia, não?


E por fim, a Encyclopedia of Needlework, de Therese de Dillmont. Este livro eu não sabia bem se comprava ou não... ele foi escrito há mais de cem anos, e cobre diversas técnicas de trabalhos com agulhas. Eu estava na dúvida sobre comprá-lo porque li em vários comentários na Amazon que a qualidade das ilustrações era bastante ruim. Perguntei ao Vince, do Works of Hands, se ele achava que valia a pena (ele também tem o Works of Hands' Library, onde mostra a IMENSA coleção de livros que tem, e este estava lá). Ele disse que, apesar de não ser um livro que explica as coisas minuciosamente, era de grande valor e deveria fazer parte da biblioteca de todos que levassem seus bordados a sério. Imagine se isso não soou como um desafio? heheheh Bom, Méri também consulta a versão online do livro com certa frequência, então pensei "ora, bolas" e comprei.

Um aviso pra você: NÃO COMPRE ESSE LIVRO! É a edição mais recente, mas, inexplicavelmente, TODAS AS ILUSTRAÇÕES FORAM EXCLUÍDAS! Quando comecei a olhar o livro, não sabia o que fazer. Depois cheguei à conclusão de que ele não me serviria assim. Pensei até em imprimir as imagens da versão online e deixar junto, mas... convenhamos, se comprei a edição impressa para facilitar o aprendizado, isso não iria funcionar. De forma que fui ao site da Amazon e pedi para devolver o livro.

A Amazon é uma empresa com muitos anos no mercado (uns 10, pelo menos, certo?), e seu sistema é bastante confiável. Para devolver um livro você entra na página, escolhe o livro que quer devolver do seu pedido, informa o motivo, imprime um código de barras e um endereço para colar no pacote e manda de volta. Simples assim.

Terminada a preparação, corri até o posto de correio mais próximo de casa - tive que sair correndo porque saí mais cedo do trabalho para poder chegar lá antes que o correio fechasse (os horários são péssimos). Quando cheguei lá, pedi à atendente a forma mais barata de envio para os Estados Unidos. Ela disse "36 reais" (mais de 15 dólares). A minha grande sorte foi que eu não tinha esse dinheiro na carteira, e o correio não aceita cartão - eles não facilitam muito as coisas, não é?

Quando cheguei em casa, fiquei pensando: e se quando o pacote chegasse lá a Amazon dissesse que na descrição estava escrito que não havia ilustrações (vi isso depois), e que portanto não me reembolsaria do frete? Escrevi então explicando que para devolver o livro eu gastaria uns 15 dólares, e que só o faria se tivesse certeza do reembolso. 15 dólares é outro livro, sabe?

O que a Amazon fez? Ah, imagine... Concordaram que o frete era muito caro, disseram que sentiam muito o problema que aconteceu, e por isso me reembolsariam do valor do livro, mais o frete, e eu NÃO PRECISARIA MANDÁ-LO DE VOLTA.

Sabe quantas empresas me tratariam bem assim aqui no Brasil? Muito poucas, eu garanto. Por isso continuo sendo cliente da Amazon, muito embora o frete internacional seja caro - mas eles sempre têm os livros que quero, e geralmente, mesmo com o frete, acabo pagando menos do que se usasse uma loja nacional. Vá entender.

Você não está morrendo de vontade de saber o que vou fazer com tudo isso agora? :)

domingo, 14 de março de 2010

Louca por tricô

Nos últimos tempos, ando louca por tricô. A culpa, em parte, provavelmente é da minha amiga L., que me apresentou à lista Crazy Knitting Ladies - que apesar do nome em inglês, é principalmente formada por brasileiras. (há algumas pessoas de outros países, se não me engano, e também alguns rapazes, coisa rara no mundo do tricô)

A quantidade de mensagens por dia é imensa - às vezes apenas gente parabenizando outros pelos trabalhos que terminaram. Outras vezes aparecem links para receitas, dúvidas, e coisas assim.

Ainda estou trabalhando no meu primeiro projeto de tricô, a bolsa marrom que já mostrei aqui. Mas como ela é meio grandinha, demora pra terminar. Na verdade, eu estava meio cansada de só trabalhar nos meus WIPs, estão demorando muito pra ficar prontos. Aí resolvi fazer algo pequeno e rápido para o A Make a Month. Ia fazer um projeto novo de costura, até fiz o desenho - mas as agulhas me chamaram! Então lá fui eu procurar uma receita pequena no Ravelry.

Pra quem não sabe, Ravelry é uma comunidade de pessoas que fazem tricô (e crochê). É um sucesso, diga-se de passagem. Lá você encontra receitas gratuitas e pagas, e eu precisava de algo grátis, fácil e rápido. Encontrei muita coisa legal, que já coloquei na lista de projetos que quero fazer do próprio Ravelry. Esse aqui parecia ser exatamente o que eu queria:

 

Um alfineteiro! Não é uma graça?

O problema dessa receita (Peyote Pincushion, de Iryna Klionava) é que ela usa um jogo de quatro agulhas de duas pontas, que eu não tinha (repare o verbo no passado - acabei de receber um pacote pelo correio...). Então pensei: o mais importante agora é a) fazer um projeto que termine rápido e b) usar algo que eu já tenho, seguindo as regras do A Make a Month.

Então resolvi fazer um quadradinho simples, com uma linha para crochê. Isso mesmo, nem usei lã. Aquele fio é tão bonito, que eu queria usar de qualquer jeito. Estava aqui há tempos! Eu achava que ficaria bom se eu o utilizasse com o tear de pregos, mas ele é mesmo muito fino. Para o alfineteiro, não havia problema!

Usei as agulhas que minha mãe me emprestou e o fio Monalisa. Olha só no que deu:



O enchimento eu também já tinha (tenho um saco enorme, cheio!), então só faltava um tecido pra fazer a parte interna. Se eu simplesmente colocasse o enchimento, ele ficaria saindo pelos pontos do tricô.

Foi então que descobri que eu não tenho tecidos lisos! Comecei a comprar pedaços de tecido para fazer patchwork depois que fiz algumas aulas, e geralmente as lojas fazem kits de tecidos estampados. Acho até que fazem kits de tecidos lisos, talvez não tenham chamado minha atenção... mas o fato é que eu queria um tecido branco, liso, para que as cores do tricô aparecessem mais.

Aí me lembrei: no ano passado, quando fui a uma feira de patchwork, comprei um tecido em faixas - aqueles tecidos que têm faixas de estampas, combinando. Quando cheguei em casa e fui olhar as compras com mais cuidado, percebi que uma das faixas tinha uma falha na estampa, e uma marca de sujeira que não saiu mesmo depois de eu ter lavado. Na época, liguei várias vezes para a loja, mas eles disseram que o tecido estava esgotado no fornecedor, e que eu podia ir até lá e escolher outra coisa para trocar. Só que a loja fica do outro lado da cidade, e em São Paulo isso é muita coisa! Então acabei desistindo da troca, eu já havia pago pelo tecido e ainda teria que pagar para fazer a troca?

Agora adivinhe qual a cor do tecido... isso mesmo, branco! Então cortei exatamente a faixa com a falha para fazer a parte de dentro do alfineteiro.



O tecido parece ser algodão comum branco, estampado também com desenhos em branco. As estampas parecem ser pintadas sobre o algodão, o que fez com que o lápis de costureira não apagasse no lado direito. Imagine se eu tivesse cometido esse erro em outro projeto... eu não ficaria nada feliz com a marca amarela aparecendo no meu patchwork! Lição aprendida, sempre risque o tecido do lado avesso (eu já deveria saber disso...).

Cortei um retângulo, costurei à máquina (SIM! Usei minha querida maquininha!) e deixei uma abertura. Virei do lado direito, coloquei o enchimento e fechei a abertura à mão.



Também costurei à mão o tricô. Simples, rápido e usei várias coisas que estavam encalhadas por aqui.

Dá pra ser melhor que isso?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

WIPs da semana

Semana passada eu consegui fazer alguns WIPs andarem (agora eu acho que tenho que ficar dando status no blog, além das dezenas de reunião de status que tenho no trabalho - isso é um mau sinal, não é?).

Para delírio de vocês, pela primeira vez vou mostrar como está meu primeiro projeto de tricô. Primeiro quero explicar que eu já havia tentado começar pelo óbvio - um cachecol - mas simplesmente desisti. A lã e as agulhas eram tão fininhas que aquilo demorava demais pra render. A falta de experiência também não ajudava. Então comprei uma revista e procurei alguma coisa que fosse útil e simples pra começar. Cachecol é útil, mas tenho vários que fiz no tear de pregos, e aqui nem faz tanto frio assim. Esse aqui é o projeto que me chamou a atenção:


Desculpe pela foto ruim, não consegui fazer sumir o reflexo na revista... Mas a bolsa não é linda? Já fiz a parte de baixo para a frente e costas:


A cor é muito bonita pessoalmente (não foi um dia feliz para fotos, não é?). Também gosto da cor original, mas foi presente de mamãe e eu adorei! ;-) Realmente, é um tom de marrom muito bonito, vou poder usar bastante a bolsa quando ficar pronta.

E também tivemos progresso no famoso presépio!

Eu terminei o desenho, e aí tive que escolher uma cor para o céu:


Veja bem, no original o tecido foi tingido de azul escuro, e por isso não precisou ser bordado. Mas eu não gosto de tingir tecidos - lembra?, não gosto muito de fazer sujeira. Coisa que eu certamente faria se resolvesse tingir alguma coisa dentro do apartamento. Por isso, fui até minhas linhas e peguei todos os azuis escuros que tinha. Alguns ficaram muito brilhantes quando comparei com o desenho dos pastores, e eu tinha um outro escuro demais. Então escolhi este aqui:


Você consegue imaginar como vai ficar? Pois bem, repare no detalhe: esta cor, por algum motivo, não tem a cinta com o número! Tive que esperar dias até poder ir no armarinho mais próximo (bem caro, por sinal). Consegui encontrar a cor - ou o mais próximo possível, às vezes é difícil ter certeza. Comprei três meadas, pra garantir, porque afinal ainda tenho outras duas cenas para completar o presépio.


E por falar em tear de pregos, eu tinha começado uma bolsa pra me distrair (imagine isso!). Eu adoro o tear de pregos (ou tear-tricô), o trabalho rende muito! Queria fazer uma bolsa preta, mas desisti logo no início, não conseguia nem enxergar os pontos com aquela lã. Aí encontrei um novelo que eu tinha ganho e resolvi usar os dois fios juntos.


Eu ainda tenho dúvidas se vou ficar com a bolsa... acabou ficando com um visual um pouco bagunçado... talvez eu faça algum detalhe como uma flor de tecido para enfeitar e aí a confusão da mistura de fios faça mais sentido. Vamos ver.

Bem, foi isso. Essa semana eu provavelmente vou atacar aquele céu de presépio, e queria fazer um projeto que desenhei ontem para o A Make A Month.

Ah, sim... mais uma que a Méri apronta pra mim. Ela resolveu entrar no A Make A Month e lá fui eu atrás dela... mas será para o nosso bem, tenho certeza! ;-) Se quiser participar também, siga o link! A idéia do blog Angharad é dar um jeito naquelas coisas que vamos comprando porque são absolutamente lindas e ficamos imaginando todas as coisas maravilhosas que vamos fazer com elas... e nunca fazemos! Então pretendo usar uns tecidos que tenho aqui para cumprir a meta de fevereiro - torçam por mim!